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10/01/2010

BALANÇO da XVIIIª FEIRA do LIVRO

Decorreu entre os dias 14 e 18 de Dezembro de 2009, a XVIIIª Feira do Livro do nosso Agrupamento de Escolas, tendo tido uma adesão significativa por parte dos alunos e dos pais/encarregados de educação e restante comunidade educativa que a visitaram ultrapassando as expectativas, o que só prova o interesse crescente dos mesmos pelo Livro e pela Leitura. Em relação ao ano passado quase duplicaram as vendas de livros na Feira.
Tem igualmente ajudado a despertar esse interesse o Plano Nacional de Leitura e é o próprio Ministério da Educação que tem dado uma ajuda preciosa no apetrechamento das Bibliotecas Escolares que, graças às novas aquisições, atraem cada vez mais os jovens leitores e podem servi-los mais e melhor dado a variedade e riqueza das obras adquiridas.
Visitaram a Feira do Livro todos os alunos do Agrupamento desde os alunos do Jardim-de-Infância (48 crianças) – que tiveram uma manhã reservada à visita à Feira e à Hora do Conto; os alunos do 1º Ciclo que visitaram a Feira e puderam visionar um filme na mesma (54 alunos); os alunos do 2º ciclo (40 alunos) e do 3º Ciclo (68 alunos) que visitaram a Feira devidamente acompanhados pelos docentes com os quais estava programada a visita. No dia de abertura, dia 14 de Dezembro, todos os alunos do 1º, 2º e 3º Ciclos, da sede do Agrupamento puderam assistir a uma sessão de contos com um contador excepcional – António Fontinha – que pensamos ter sido do agrado de todos desde os mais novos aos mais crescidos. A vinda do contador foi suportada, na sua maior parte, pela Associação de Estudos do Alto Tejo a quem aproveitamos para deixar o nosso agradecimento. À tardinha a Biblioteca Escolar encheu-se, desta vez para os adultos (e não só…) que estiveram presentes em mais um “Chá com Livros”. Esta actividade contou com a colaboração prestimosa da Associação de Pais, como já vem sendo hábito.
No presente ano lectivo o total das vendas realizadas na Feira do Livro ultrapassou os três mil euros – 3554.85 Euros – o que significou um lucro de cerca de 355 euros que servirá para equipar a nossa Biblioteca Escolar com novos recursos. Muitos livros novos mas também outros materiais, nomeadamente alguns jogos e DVDs, foram já comprados com essa verba. Pensamos, em primeiro lugar, nos que mais recorrem à Biblioteca – os alunos – e foi sobretudo a pensar neles que adquirimos as recentes novidades que por serem tantas as não podemos aqui referir.
Para além de todos estes novos títulos temos ainda a considerar muitos outros livros adquiridos com o reforço da verba do Plano Nacional de Leitura, desta vez destinada aos alunos do 3º Ciclo (1100 euros), graças à aprovação do Projecto de Promoção à Leitura entretanto elaborado. Estes livros muito em breve estarão disponíveis na nossa Biblioteca e servirão para a Leitura orientada servindo os alunos do 7º, 8º e 9º Anos do Agrupamento. Esse é afinal o que nos move a realizar a Feira do Livro e simultaneamente o grande objectivo do Plano Nacional de Leitura - que cada vez mais crianças e jovens tenham acesso ao Livro e que a Leitura se torne um hábito e um prazer sempre renovado.

29/11/2009

Do encontro com o autor Miguel Horta

No dia 27 de Outubro fomos à Biblioteca Municipal conhecer melhor um autor do qual apenas tínhamos lido duas obras (“Pinok e Baleote” e “Dacoli e dacolá”). Miguel Horta respondeu com simpatia à nossa curiosidade que era grande (as perguntas eram muitas…) Fica aqui no nosso blogue um excerto da entrevista que os alunos do 6ºA e 6ºB lhe fizeram:

1 – Miguel Horta é o seu verdadeiro nome ou é um pseudónimo?
É mesmo o meu nome verdadeiro: Horta, de hortaliça...

2 – Nasceu em Cabo Verde ou tem ligações a esta terra? Onde aprendeu crioulo?
Desde a minha ida à Republica de Cabo Verde em 1979 que esta comunidade passou a fazer parte da minha vida. Tenho estado envolvido em diferentes projectos educativos que envolvem esta população crioula. Actualmente apoio a Biblioteca António Ramos Rosa no Bairro da Cova da Moura (Moinho da Juventude) na promoção do livro e da leitura. O Crioulo fui aprendendo ao longo da vida, comunicando. O meu grande mestre é o Lalaxu (Horácio Santos), homem do teatro e da tradição oral de Cabo Verde.

3 – O livro “Pinok e Baleote” tem alguma coisa a ver com a sua vida?
Talvez o livro tenha começado mesmo na ilha do Fogo, quando vi uns meninos da vossa idade a pescar albacoras no pontão do porto de Vale de Cavaleiros; faziam exactamente o que eu tinha feito em criança lá no Sul de Portugal: pescar!
Há quem diga que Djon, o Pinok é muito parecido comigo...

4 – Gosta mais de inventar e escrever histórias ou de as ilustrar?
Gosto mais de as escrever... sou muito preguiçoso na ilustração. Ao princípio demoro, mas depois o lápis começa a trabalhar sozinho fazendo surgir no papel as imagens da história. No final fico feliz com a obra feita.

5 – Há quantos anos escreve? Tem outra profissão?
Comecei a escrever no meu primeiro ano! Eh!Eh!Eh!
A minha formação inicial é em Pintura, algo que gosto muito de fazer em silêncio.

6 – Como nasceu o seu gosto pela escrita?
Aprendi a gostar da escrita quando quis inventar histórias novas. O meu Avô e o meu Pai já tinham esgotado os seus reportórios: o melhor era ser eu a inventar histórias novas. Gostava de fazer rir os meus colegas de escola com as minhas histórias disparatadas. A professora de Português é que não achava piada nenhuma pois eu dava muito erros de ortografia....

7 – Em que se inspira para escrever?
Na Vida. José Gomes Ferreira (um grande escritor Português) dizia a propósito do seu herói “João sem medo” que ele “tinha espanto de viver”... acho que eu também sou assim.

Poderás ler a entrevista na íntegra no próximo nº do jornal da Escola, “Gente em Acção”. Aproveitamos para agradecer ao autor que acedeu de tão bom grado em nos responder.